A Voz do Povo do Oeste

PodParaná #53: Povos originários influenciam e deixam marcas na cultura do Paraná

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email


Predominância dos indígenas do Paraná é formada pelas etnias Guarani, Kaingang e Xetá. Antepassados impactaram na construção da identidade do paranaense. As influências dos povos originários está presente na vida dos paranaenses, passando por palavras, alimentação e hábitos enraizados na cultura do estado.
Olhar para o passado é também relembrar que os indígenas habitavam essas terras antes de todos. Por isso, o tema é assunto do 53º episódio do PodParaná, publicado nesta sexta-feira (26).
Você pode ouvir o PodParaná no G1, no Spotify, no Castbox, na Amazon, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, no Hello You ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga o PodParaná, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
PodParaná: toda sexta-feira um novo episódio
Arte/RPC
Atualmente, a predominância dos povos indígenas do Paraná é formada pelas etnias Guarani, Kaingang e Xetá.
Entretanto, no passado, os povos originários eram compostos por centenas de grupos, inclusive dos antepassados das etnias que vivem hoje.
Pandemia da Covid-19 impacta tradições e costumes de 17 mil indígenas no Paraná: ‘É um golpe na cultura’, diz antropóloga
Danças tradicionais indígenas precisaram ser suspensas durante a pandemia no Paraná
RPC/Reprodução
Com o passar do tempo, estes povos foram reduzindo por causa de diferentes situações. Uma das principais foi a ocupação de territórios, que é o que explica a antropóloga do Museu Paranaense, Josiéli Andréa Spenassato.
“A partir de 1550, mais ou menos, começa um processo de ocupação do território, guerras. Os indígenas são colocados em dois extremos: ou eles são apaziguados, pacificados demais, ou são vistos como selvagens, aguerridos. Então os processos são muito diferentes em cada lugar, contaram com negociações, muitas vezes contaram com guerras, contaram com ações. Então esse processo de diálogo, guerra e negociação, vem desde que os primeiros europeus pisaram no Paraná.”
A maioria dos povos originários do Paraná vive nas mais de 15 terras indígenas demarcadas pelo governo federal.
Nesses espaços, eles têm direito e devem ter assistência médica, odontológica e educação bilíngue, com a língua da etnia e portuguesa.
Aldeia Ocoy em São Miguel do Iguaçu
Marcos Landim/RPC
Uma dessas reservas é a Ocoý, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do paraná, onde mora o líder indígena Celso Japoty Alves.
Apesar dos direitos garantidos ao longo das décadas, segundo Celso, os povos originários enfrentam duras lutas diárias, principalmente, pela falta de informação dos não-indígenas.
O líder disse ainda que a busca da população não-indígena em aprender com e sobre os povos originários demonstra, além do devido respeito, o interesse em crescer com a cultura dessas etnias.
“Nós sempre recebemos visitantes, turistas na nossa aldeia. São sempre bem-vindos, pode vir, porque a gente gostaria muito de repassar as nossas histórias para vocês entenderem a realidade. Hoje tem muitas pessoas que vivem fora da aldeia, na escola, no colégio. No livro está escrito sobre os índios de antigamente, que tinham que viver da caça e da pesca, né? Tinha que viver pelado, não podia usar roupa. Aquela figurinha da época de muitos anos atrás. E hoje tem muita pessoa falando que se for índio verdadeiro tem que ser assim. Tudo isso a gente vê que é falta falta de conhecimento.”
Trilha contemplativa na Aldeia Tekoha Ocoy.
Marcio Kubo
Educação
No que diz respeito à educação, a integração dos indígenas nas universidades ainda é um grande desafio.
Por mais que leis garantam cotas mínimas de vagas nas universidades estaduais e federais, a falta de entendimento sobre a cultura e formação indígena ainda afasta estudantes de comunidades nas faculdades tradicionais.
Esta é a opinião de Florêncio Rekayg Fernandes, indígena Kaingang da terra indígena Rio das Cobras, no município de Nova Laranjeiras.
Ele é pedagogo e foi o primeiro indígena a concluir mestrado no Paraná. Atualmente, ele faz doutorado em antropologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
“Eu converso com professores e eles falam da falta de técnicos, da falta de orientação, da falta de inovações. Hoje os indígenas, por mais que eles estejam distantes, eles vão ter acesso à tecnologia. Mas tem muitos professores que veem o indígena como sendo um incapaz de aprender um determinado conteúdo. Nós temos que mostrar que somos profissionais, que temos conhecimento, que fizemos a mesma universidade, a única diferença é que somos índios.”
Assista aos vídeos mais acessados do g1 Paraná:
Veja mais notícias do estado no g1 Paraná.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Redação A Voz do Povo Do Oeste

Redação A Voz do Povo Do Oeste

Notícias que talvez Você Goste

Rolar para cima