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Horas depois de júri popular, TJ-PR concede liberdade a empresário condenado por matar vizinho após discussão por som alto

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Antonio Borrio foi condenado a 14 anos de prisão. Ele permanecerá em liberdade até que se esgotem os recursos em segunda instância, conforme decisão do TJ-PR. Engenheiro Douglas Reges Junckes foi morto em uma briga com vizinho por causa de som alto, segundo as investigações
Reprodução/ Facebook
O empresário Antônio Dorrio, de 50 anos, condenado a 14 anos e três meses de prisão por matar um vizinho a tiros, após uma briga por causa de som alto, em Curitiba, foi colocado em liberdade, de acordo decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Dorrio foi condenado na madrugada de terça-feira (23), em um júri popular, a 13 anos de prisão por homicídio simples e um ano e três meses por posse irregular de arma de fogo. De acordo com a defesa do empresário, ele será solto nesta quarta-feira (24).
Apesar da decisão, o TJ-PR acatou, horas depois, pedido de habeas corpus feito pelos advogados do empresário, para que Dorrio responda em liberdade enquanto houver recursos em outras instâncias.
Conforme a decisão, a “execução provisória da pena, antes do exaurimento de instâncias ordinárias, configura constrangimento ilegal ao réu, havendo necessidade de confirmação da condenação, em segunda instância, para o início do cumprimento da pena”, diz trecho do documento.
Na decisão do TJ-PR, foram determinadas medidas cautelares de recolhimento domiciliar noturno, das 22h às 6h, nos dias de semana, e das 22h de sábado às 6h de segunda-feira.
Além disso, ficou determinado que Dorrio não pode se ausentar de Curitiba sem autorização do judiciário.
A assistência de acusação, que representa a família da vítima, não se manifestará sobre a decisão.
O caso
O caso aconteceu em 20 de maio de 2018, no bairro Juvevê. Segundo as investigações, o assassinato aconteceu durante uma discussão entre o réu e o vizinho Douglas Junckes.
A vítima era de Blumenau, Santa Catarina, e na época tinha 36 anos.
O engenheiro Douglas Junckes morreu baleado após Antônio descer armado no apartamento de Douglas para reclamar do som alto, conforme apontou a investigação.
O réu Antônio Dorrio afirmou, durante o julgamento, que os disparos aconteceram quando ele e a vítima entraram e Douglas tentou pegar a arma, que estava nas costas do empresário.
Douglas foi morto com três tiros. Um disparo ainda acertou o braço de Antônio.
A vítima morreu na hora, segundo a Polícia Militar (PM) informou na época do crime. Antônio foi preso em flagrante no dia do caso, mas foi liberado cerca de duas semanas depois.
Logo após o caso, Antônio procurou ajuda no Hospital Cajuru, onde ficou sob escolta. Depois, foi encaminhado para a Central de Flagrantes.
Na casa de Antônio, a polícia apreendeu um revólver e uma pistola – apenas uma arma era registrada, segundo a polícia.
À polícia, na época do caso, o empresário contou que desceu até o apartamento do vizinho armado porque se irritou com o barulho. Ele também disse que a situação do som alto ocorria há cerca de seis meses.
Briga entre vizinhos terminou em morte em Curitiba
Rodrigo Brito/RPC
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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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