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Torcedora do Athletico é acuada por coxas-brancas em terminal de ônibus de Curitiba e depois recebe apoio de rivais: ‘Isso é futebol’; VÍDEO

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Em outro caso, coxas-brancas foram agredidos por rivais na Rua Mateus Lemes, em Curitiba, quando retornavam do Estádio Couto Pereira. Polícia Civil investiga e diz estar próxima de identificar agressores. Torcedores do Athletico são agredidos por torcedores do Coritiba
Um casal de irmãos, com a camisa do Athletico Paranaense, foi acuado por torcedores do Coritiba no terminal de ônibus do bairro Cabral, em Curitiba. A abordagem foi filmada e é investigada pela Polícia Civil. As imagens mostram que o jovem athleticano é obrigado a entregar o uniforme aos rivais. Assista ao vídeo acima
Em outro caso, também investigado pela policia, três torcedores do Coritiba foram agredidos por athleticanos, que levaram os uniformes dos rivais. Conforme a polícia, uma pratica lamentável e que precisa de uma punição maior. Assista ao vídeo deste caso mais abaixo
No terminal
O primeiro caso aconteceu na noite de domingo (21), quando a jornalista Larissa Turko, de 23 anos, voltava com o irmão, Matheus Turko, da comemoração do título da Copa Sul-americana, conquistado pelo Furacão.
Ao mesmo tempo, torcedores do Coritiba retornavam da partida contra o CSA, válida pela Série B. O jogo terminou em 1 a 0 para a equipe alagoana.
Nas imagens, os irmãos são pressionados a tirar a camisa do Furacão e entregar aos torcedores rivais, sob ameças. Matheus é empurrado e acuado, retirando o uniforme em seguida. Antes de ir embora, ainda leva um chute.
Larissa e o irmão Matheus, comemorando o título da Copa Sul-americana
Arquivo Pessoal
Larissa afirmou que tudo foi muito estranho, porque não é desta forma que vê o futebol.
“Eu sei que isso pode acontecer, mas você não acha que há tanta intolerância. Eu vi que tinha muitos torcedores do Coritiba e eu orientei meu irmão, que era para entregar a camisa, imaginei que iriam para cima da gente”, afirmou.
A jornalista disse que não esperava que o caso tomasse tamanha proporção.
“Olha, não esperava que se tornasse viral e mobilizasse tanta gente. Eu fiquei o tempo todo com meu irmão, que aliás não é tão fanático quanto eu, mas foi me acompanhar. Como estava junto, acredito que o protegi para que não fosse mais agredido”, pontuou.
Torcedor precisou entregar a camisa aos rivais
Reprodução
A athleticana agradeceu o apoio que recebeu, inclusive de torcedores rivais, o que faz com que se mantenha viva a paixão pelo esporte.
“A gente recebeu várias mensagens de apoio, inclusive de coxas, afirmando que não compactuam com o que aconteceu. Isso me deixou muito feliz. Isso é futebol”, contou.
Briga no Centro Cívico
Torcedores do Coritiba são agredidos em Curitiba
Outro caso investigado pela Polícia Civil, que também aconteceu na noite de domingo (21), foi uma agressão a três torcedores do Coritiba, no bairro Centro Cívico.
Imagens de uma câmera de segurança mostram os homens, ao lado de duas mulheres, caminhando pela Rua Mateus Leme. Um carro estaciona, e torcedores do Athletico descem, partindo para a agressão.
A advogada Luiza Andrieli Medeuris, que representa um dos torcedores agredido, contou o que aconteceu.
“Os três foram ao jogo do Coritiba, passaram no shopping pegar a esposa de um deles, que estava com uma amiga, e ali retornavam para casa. Chegando a uma altura da Rua Mateus Leme, esse carro vermelho estaciona e dois homens descem para cima deles. Depois, chega mais um rapaz e, na sequência, vem outro carro, que para e mais torcedores do Athletico descem para agredir”, contou.
Os jovens agredidos tiveram lesões pelo corpo, um deles com ferimentos mais graves. Também precisaram entregar a camisa aos rivais, conforme a advogada.
“Um deles levou chutes na cabeça e no peito, ficando todo ralado. Foi até o Instituto Médico-Legal (IML), passou por exame de corpo e delito e agora esperamos que quem fez isso seja identificado”, concluiu a advogada.
Torcedores do Coritiba foram agredidos por athleticanos
Reprodução
Investigação
Sobre os casos, o delegado Luiz Carlos de Oliveira, da Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe), afirmou que as investigações avançam para identificar os agressores.
“Existe uma investigação em aberto. Estamos avançando, porque são cenas lamentáveis. Nós temos a propagação da intolerância esportiva e precisamos que uma lei neste sentido seja aprovada, para que a punição para quem faz isso não seja tão branda”, afirmou.
A lei da da intolerância esportiva, mencionada pelo delegado, tramita na Câmara dos Deputados, com o objetivo de aumentar as punições a agressores motivados por rivalidade esportiva. Não há previsão para que o projeto de lei seja votado no Plenário da Câmara.
Segundo o delegado, a divulgação das imagens é importante para que os agressores não fiquem impunes.
“Hoje qualquer pessoa tem um celular e já temos essas filmagens. Estamos identificando essas pessoas. Alguns já são conhecidos e em breve vamos dar as resposta sobre os casos”, ponderou.
Até a publicação desta reportagem, nenhum envolvido nas duas agressões havia sido preso.
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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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