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MP-PR denuncia um vereador de Ponta Grossa e quatro empresários por corrupção

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Parlamentar é suspeito de receber dinheiro para não prejudicar empresa em CPI do estacionamento rotativo na cidade. Empresários são suspeitos de pagar R$ 15 mil ao vereador. G1 tenta contato com os citados. MP-PR denunicou vereador Valtão (PRTB) por corrupção passiva
Valtão/Arquivo Pessoal
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou por corrupção passiva o vereador Valtão, do PRTB, e outros quatro empresários por corrupção ativa. Eles são suspeitos de pagar R$ 15 mil ao parlamentar para que a empresa responsável pelo estacionamento rotativo (Estar Digital) de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, não fosse prejudicada em um relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava a contratação da empresa, na Câmara Municipal.
A denúncia foi publicada nesta terça-feira (29).
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Todos os denunciados são investigados na Operação Saturno do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura suposta fraude na licitação para contratação da Cidatec para o serviço. Sete pessoas foram presas, e 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na operação, realizada em 15 de dezembro.
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Na operação, o vereador Ricardo Zampieri (Republicanos) e o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte da cidade, Roberto Pellissari, chegaram a ser presos, mas foram liberados pela Justiça. Eles não foram denunciados.
No documento do MP-PR, o parlamentar aparece como informante do Gaeco.
O vereador Valtão e três empresários estão presos no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
O quinto investigado cumpre prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, segundo o MP-PR.
Por meio de nota, a defesa do vereador Zampieri disse que a inocência do cliente foi mostrada e que aguarda o desdobramento do caso, uma vez que “o transtorno emocional que o vereador passou jamais será apagado”.
A Câmara Municipal da cidade afirmou que aguarda a conclusão dos trabalhos do Gaeco e que prestará a colaboração necessária ao Poder Judiciário.
A defesa do empresário João Carlos Barbieri, denunciado pelo MP-PR, alegou que até o momento há apenas manifestação do MP-PR. Disse, ainda, que se aceita a denúncia, serão apresentadas provas que “certamente levarão ao julgamento pela absolvição”.
O G1 tenta contato com a defesa dos demais citados.
Investigação
Segundo o MP-PR, outras pessoas que foram alvo de busca e apreensão e de prisão temporária na operação continuarão a ser investigadas.
No documento da denúncia, o órgão afirmou que informações adquiridas após acesso ao celular de um dos envolvidos deixam clara a negociação dos suspeitos.
Conforme texto da denúncia, três empresários responsáveis pela empresa contrataram um intermediário para negociar com parlamentares o direcionamento do relatório final da CPI a favor da empresa.
De acordo com o Ministério Público, os crimes de corrupção ativa e passiva têm penas previstas de dois a 12 anos de prisão, além do pagamento de multa.
VÍDEO: Paraná
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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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