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Depois de viver por 19 anos nas ruas de Curitiba, mulher reencontra família: ‘Ninguém olhava para mim com bons olhos’

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Retorno de Alice Leandro a Bauru, no interior de São Paulo, foi no dia 16 de novembro. Dependente de álcool e substâncias psicoativas, ela está em abstinência e feliz, segundo diretora da FAS. Alice retornou para casa após 19 anos nas ruas
Divulgação/Prefeitura de Curitiba
A história de uma mulher de 62 anos ganhou um novo capítulo de recomeço no dia 16 de novembro deste ano, quando Alice Leandro reencontrou a família após 19 anos como moradora das ruas de Curitiba.
Ela retornou para casa, em Bauru, no interior de São Paulo, para viver ao lado da mãe, da irmã e do filho, que tem deficiência intelectual, segundo a Fundação de Ação Social (FAS) da prefeitura da capital.
Dependente de álcool e substâncias psicoativas, a vida de Alice foi de altos e baixos.
“Eu fui abandonada pela sociedade, onde ninguém olhava para mim com bons olhos”, desabafou Alice.
Acolhida pela FAS, ela chegou a ser inscrita no Cadastro Único para receber benefícios sociais, fazer cursos profissionalizantes e ser encaminhada para vagas de emprego.
Além disso, Alice trabalhou como cuidadora de idosos, mas não conseguiu dar continuidade diante da dependência química.
Nova chance
A nova etapa da vida de Alice foi iniciada em julho deste ano, quando ela foi acolhida por uma unidade da fundação que atende mulheres.
Depois de ser atendida, ela fez exames clínicos e mentais, mas acabou fugindo do local e precisou ser internada em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
No Caps, Alice ficou dois meses em abstinência. Segundo a FAS, foi neste momento que a fundação passou a buscar familiares da mulher.
A reinserção familiar, de acordo com a fundação, é a última etapa entre os principais objetivos do projeto da Prefeitura de Curitiba.
Ao localizarem a família com auxílio da rede assistencial de Bauru, os agentes da FAS se depararam com o medo de Sônia, irmã de Alice, em recebê-la novamente.
Segundo a irmã, que cuida do filho de Alice desde que ela saiu de casa, foram muitas decepções na tentativa de reunir a família.
Entre telefonemas e chamadas de vídeo, ela soube que a mãe, que tem Alzheimer, está viva e recebeu o sinal positivo para retornar.
Em novembro, Sônia aceitou receber a irmã outra vez.
Com novos documentos e uma nova conta bancária para receber benefícios, passos promovidos pela FAS, Alice foi para Bauru, onde permanece sob atendimento no município.
De acordo com a diretora de Atenção à População em Situação de Rua da fundação, Maria Alice Erthal, ela está saudável e feliz após mais de um mês de volta à casa.
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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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