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Médico mineiro se vacina contra a Covid-19 em Londres: ‘Presente de Natal’

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Quem não pensa todos os dias no alívio que seria em se sentir imunizado contra o coronavírus e essa pandemia que assola o mundo há meses? Um mineiro, médico natural de Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste do estado, foi agraciado com essa sensação. Edson Nogueira, de 44 anos, que vive na Inglaterra há 12 anos, se vacinou contra a doença nessa quarta-feira (23).

“Primeiro presente de Natal: Vacina”, escreveu o endocrinologista que está na linha de frente do combate à doença nas redes sociais. A O TEMPO, ele contou um pouco sobre a sensação após a retirada da agulha de seu braço.

Leia mais: Reino Unido inicia vacinação contra Covid-19 com imunizante Pfizer

“A dor não é enorme, não é uma injeção que dói muito (risos). Não tive nenhuma reação colateral depois que recebi a dose, nenhum sintoma. Acho que a única coisa que eu tive foi a sensação de alívio e de alegria, de poder seguir em frente e ter esperança de que essa pandemia possa passar em breve”, relatou.

História

Nascido na zona rural da cidade mineira, próximo a Divinópolis, Nogueira se mudou para Belo Horizonte e se formou em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Depois de formado, em 2004, se mudou para os Estados Unidos e fez seu PhD em endocrinologia, além de uma especialização.

Em 2008, aproveitou uma oportunidade de trabalhar com um professor de renome mundial, e se mudou para Londres, na Inglaterra, onde fez as provas necessárias para exercer a profissão no país europeu. Atualmente, ele trabalha no Chelsea and Westminster Hospital.

Vacina

De acordo com ele, durante quase todo o ano, a comunidade médica e científica acompanhou com atenção os processos de desenvolvimento das doses. “A Pfizer foi a primeira a divulgar os dados, que foram muito positivos, como proteção acima de 90% para as pessoas que fizeram parte dos estudos clínicos. E eu creio que os ingleses se consideram realmente de sorte, por serem os primeiros a receberem a vacina, que começou a ser distribuída no dia 8 de dezembro”, disse.

“Primeiramente, o sistema de vacinação priorizou os idosos. Nesta semana, começaram a vacinar os profissionais de saúde e, o hospital onde eu trabalho, foi um dos primeiros a começar a campanha. Eu me considero privilegiado em receber a vacina, e de poder me proteger e também aos meus pacientes”, conta.

O mineiro entende que muitas pessoas desconfiem de sua eficácia, mas acredita que só assim será possível erradicar a doença do mundo. “Infelizmente, existem várias teorias da conspiração com relação ao vírus e à vacina, mas eu acho que isso é parte da natureza humana, para tentar rebater o medo que a gente tem do desconhecido. Mas a comunidade médica e científica mundial respondeu ao vírus com seriedade e urgência”, afirma.

Em comparação com o Brasil, Edson Nogueira crê que exista uma confiança maior quanto à medicina, mas aponta alguns fatores para isso. “Na Inglaterra, há uma confiança muito grande no sistema de saúde e na pesquisa científica. Existem, claro, algumas pessoas que são desconfiadas e talvez prefiram não tomar a vacina, mas é uma pequena minoria da população”.

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“Vários países lidam com a pandemia de forma diferente, e isso depende da cultura, da economia, da política e muito mais aspectos. Mas eu acho que tem uma coisa muito política nisso. A gente viu o desastre nos Estados Unidos pela forma que lidaram na pandemia, e de como as pessoas dependem de um governante que serve de exemplo”, completa.

Esperança

Em Londres, o endocrinologista mora apenas com seu companheiro, que é natural da Austrália; todo o resto de sua família continua morando no interior de Minas. Com a vacinação em massa da população, ele espera reencontrar todos e dar bons abraços e beijos nos entes.

“Eu espero que o Brasil também comece a vacinar logo as pessoas, e assim eu posso ver logo a minha família e meus amigos. E também ver o Brasil cessar esse sofrimento enorme com a pandemia e que as pessoas possam ter uma vida de volta ou próxima à realidade”, conclui.

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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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