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Perdão de Trump a americanos condenados por massacre revolta iraquianos

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Os iraquianos reagiram com indignação nesta quarta-feira (23) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de perdoar quatro ex-agentes de segurança privados dos Estados Unidos condenados por matarem civis iraquianos há 13 anos em Bagdá.

“Eu perdi todas as esperanças há muito tempo”, disse Fares Saadi, o policial iraquiano que investigou os tiroteios na Praça Nissour, um lugar movimentado na capital iraquiana, à AFP.

“Eu me lembro como se fosse ontem. Peguei pessoas, eu as levei para o hospital, colhi depoimentos, mas sabia que não veríamos justiça”, disse ele por telefone.

Um dos policiais, Nicholas Slatten, foi condenado à prisão perpétua. Os quatro norte-americanos foram condenados por terem participado de um tiroteio em Bagdá, em 16 de setembro de 2007, episódio sangrento que causou escândalo internacional ao expor o uso de empresas privadas por parte do Exército dos EUA.

Quatorze civis iraquianos morreram, e 17 ficaram feridos. Os agentes da empresa Blackwater alegaram terem agido em legítima defesa.

O perdão presidencial dos EUA veio poucas semanas depois de o Tribunal Penal Internacional encerrar uma investigação preliminar sobre alegados crimes de guerra cometidos por tropas britânicas no Iraque após a invasão.

“A última decisão confirma as violações dos direitos humanos e do direito internacional por parte desses países”, disse Ali Bayati, membro da Comissão Iraquiana de Direitos Humanos.

“Eles concedem imunidade aos seus soldados, embora afirmem proteger os direitos humanos. Nunca houve um julgamento sobre os mortos em Bagdá”, lamentou.

 

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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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