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Dois vereadores e outros três presos suspeitos por corrupção em Ponta Grossa são transferidos para prisão especial

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Segundo Depen, suspeitos presos em operações relacionadas a lavagem de dinheiro, corrupção e colarinho branco têm direito à ficar separados dos demais detentos. Presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) também está entre os presos. Entre os presos transferidos, estão dois vereadores e o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito
André Salamucha/RPC
Dois vereadores, o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) e outros dois suspeitos presos em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, foram transferidos para uma prisão especial, no Complexo Médico Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta segunda-feira (21).
Os suspeitos são investigados por possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e tráfico de influência supostamente praticados por empresários, servidores públicos e vereadores, conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Segundo o Departamento Penitenciário (Depen), a transferência ocorreu pelo perfil dos presos, pois o complexo oferece uma galeria específica para a custódia de presos com direito à prisão especial.
Conforme previsto na portaria do departamento, presos em operações relacionadas a lavagem de dinheiro, corrupção e colarinho branco têm direito à ficar separados dos demais detidos.
Os cinco suspeitos estavam na Penitenciária Estadual da cidade (PEPG).
Foram transferidos os vereadores Ricardo Zampieri (Republicanos) e Walter José de Souza, o Valtão (PRTB), além do presidente da AMTT e os empresários João Barbiero e Antonio Carlos Domingues de Sá.
Os dois vereadores e o presidente da AMTT cumprem prisão preventiva, que foi prorrogada pela Justiça.
Operação
Além dos cinco presos, o Gaeco cumpriu 22 mandados de busca e apreensão na operação denominada Saturno, na terça-feira (15).
Cinco vereadores foram alvos da investigação.
Os promotores de Ponta Grossa identificaram irregularidade na contratação da empresa para a implantação do “Estar Digital” e verificaram ilegalidades na compra de softwares utilizados Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), entre os anos de 2016 e 2020.
O MP-PR também apura a possível prática de manipulação e corrupção de vereadores na Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Câmara Municipal para apurar as referidas licitações.
O que diz a defesa dos investigados?
Na última terça-feira (17), data das prisões, a defesa do vereador Valtão informou que não iria se manifestar, pois ainda não tinha acesso às investigações.
Em nota, a defesa de Ricardo Zampieri afirmou que vereador nega qualquer tipo de irregularidade, desvio de conduta ou possível fraude e disse, ainda, que os esclarecimentos serão prestados junto às autoridades.
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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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