A Voz do Povo do Oeste

instituto-nacional-do-cancer-estima-mais-de-500-casos-de-melanoma-no-parana-ate-2022:-‘diagnostico-tardio-pode-levar-a-morte’,-alerta-medico

Instituto Nacional do Câncer estima mais de 500 casos de melanoma no Paraná até 2022: ‘diagnóstico tardio pode levar a morte’, alerta médico

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email


No Brasil, estimativa do INCA para o mesmo período prevê ocorrência de 8.450 casos de melanoma. Em 2018, 1.791 pessoas morreram vítimas da doença no país. Melanoma é o tumor de pele mais agressivo
Divulgação/Erasto Gaertner
Uma estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê que 540 novos casos de câncer de pele do tipo melanoma são esperados no Paraná até 2022. O estado está entre os cinco com maior incidência da doença no Brasil, de acordo com o instituto.
O melanoma é o um dos tumores mais agressivos e o tipo mais agressivo de câncer de pele, segundo o cirurgião oncológico Leandro Ribeiro, chefe do Serviço de Pele e Melanoma do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba.
O aparecimento do melanoma está relacionado principalmente à exposição intensa ao sol.
De acordo com o médico, a doença tem morbidade e mortalidade maior devido à característica de rápida evolução para metástase, e o diagnóstico tardio pode levar um paciente a óbito.
Em 2018, último ano com dados registrados pelo INCA, 1.791 pessoas morreram vítimas do melanoma no país. Destas, cerca de 10% eram paranaenses.
Rebecca Montanheiro, de 37 anos, foi diagnosticada com melanoma em 2013. Segundo a paranaense de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a vida mudou após a descoberta do câncer de pele em uma pinta no braço direito.
Ruiva, Rebecca sempre foi habituada a ter muitas pintas pelo corpo. Por conta disso, não reparou na mudança de uma em específico, e só foi perceber a diferença quando a parte estética a incomodou.
“A pinta ficou grande e fui ao dermatologista para tirar. Ele mandou para biopsia e saiu o diagnóstico. Foi assustador, eu era uma pessoa com aquela ideia errônea que câncer de pele era simples. E aí descobri que é perigoso, que tem avanço rápido e que pode ser letal”, revela.
Dados do INCA revelam ainda que o Paraná tem uma taxa de incidência de 4,09 casos para cada 100 mil homens, e de 5,35 casos para cada 100 mil mulheres.
No Brasil, a estimativa do INCA para o período até 2022 é de 8.450 casos, com incidência de 4.250 casos em mulheres e 4.200 em homens.
Após uma cirurgia para a retirada do tumor, Rebecca se curou da doença. “Diante da vitória de se curar de um câncer, a cicatriz se torna pequena”, comemorou.
Rebecca Montanheiro teve melanoma em 2013
Divulgação/Melanoma Brasil
Diagnóstico
Assim como Rebecca, Olga Maria Pereira, de 77 anos, também se curou de um melanoma. Ela teve a doença na sola do pé, em 2015.
O diagnóstico foi feito após Olga perceber mudanças em uma pinta no local.
Segundo o médico Leonardo Ribeiro, o diagnóstico é feito principalmente pelo autoexame.
“O melanoma surge de uma pinta que sofre alterações. De cor, de aspecto, de tamanho. Ela pode estar associada à coceira também. O ideal é que a pessoa procure um especialista o mais rápido possível assim que notar qualquer um desses sintomas”, informou.
Orientações para autoexame de melanoma
Divulgação/Melanoma Brasil
Apesar da exposição solar ser o principal fator para o surgimento de um melanoma, o médico alerta que existem casos de herança genética e também de traumas em pintas, como o de dona Olga.
Prevenção
De acordo com o especialista, o uso do protetor solar é a principal forma de prevenção ao melanoma, uma vez que a grande exposição ao sol em um curto espaço de tempo pode desencadear a formação do tumor.
Para isso, o médico orienta que as pessoas respeitem os horários de maior incidência de radiação. O ideal é não se expor ao sol entre 10h e 16h.
Leandro Ribeiro ainda recomenda o uso de protetor solar com fator mínimo 30, além do uso de bonés ou chapéus para proteger o couro cabeludo.
Tratamento
Se descoberto em estágio inicial, o tratamento do melanoma se dá principalmente por meio de cirurgia.
Em estágios mais avançados, de acordo com o chefe do Serviço de Melanoma do Erasto Gaertner, o tratamento acontece em associação de cirurgia e quimioterapia ou radioterapia, com uma menor incidência.
Muitas vezes, estágios avançados são tratados apenas com quimioterapia pois não há condições de operar.
Melanoma Brasil
Ação do Melanoma Brasil distribuiu protetores solares gratuitos no Paraná
Divulgação/Melanoma Brasil
Após o diagnóstico, Rebecca fundou em 2014 o Instituto Melanoma Brasil, com ações de divulgação e conscientização sobre a doença.
Neste ano, em uma ação do dezembro laranja, mês de conscientização do câncer de pele, o instituto promove uma campanha de distribuição de 50 mil protetores solares gratuitos nos cinco estados com maior ocorrência de melanoma no Brasil.
Além do Paraná, instituições de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul serão contempladas com o projeto.
No estado, a distribuição ocorrerá em Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina, Maringá e Santo Antônio da Platina, com mais de 23 mil pessoas beneficiadas.
O público alvo da iniciativa são catadores, produtores rurais, famílias em situação de vulnerabilidade social e pacientes em tratamento.
O instituto também promoveu três noites de palestras sobre diferentes temas acerca do melanoma. A programação está disponível no YouTube.
VÍDEOS: Paraná
Veja mais notícias do estado em G1 Paraná.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Redação A Voz do Povo Do Oeste

Redação A Voz do Povo Do Oeste

Notícias que talvez Você Goste

Rolar para cima