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Coronavírus: Perto da temporada de verão, comerciantes do litoral do Paraná pedem respeito a medidas de prevenção e temem pelo impacto econômico na ‘melhor época do ano’

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Litoral do Paraná tem 294 mil habitantes, mas no verão cerca de 1,5 milhão de turistas visitam as praias. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que região tem a 2ª maior média de casos e mortes por 100 mil habitantes. Acesso à praia está liberado em Guaratuba com uso de máscaras
Victor Hugo Bittencourt/RPC
A chegada de turistas para as festas de fim de ano em meio ao aumento no número de casos de coronavírus no Paraná preocupa moradores das cidades do litoral do estado. A região, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde tem a segunda maior média de casos e mortes a cada 100 mil habitantes no estado.
Até comerciantes e empresários do setor de serviços, que dependem do movimento durante a temporada de verão, temem o aumento do movimento.
“É um dilema, pois eu dependo da temporada, mas também tenho medo de ser contaminada e expor as pessoas que estão próximas a mim”, afirmou Sandra dos Santos, dona de uma lanchonete em Praia de Leste, em Pontal do Paraná.
Os números exemplificam o receio de Sandra. Em novembro, foram mais de 2.068 casos – o segundo pior mês desde março deste ano. Julho foi o período mais alarmante com 2.712. Veja mais dados sobre a pandemia no litoral no decorrer desta reportagem.
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Sandra dos Santos tem uma lanchonete em Pontal do Paraná
Arquivo pessoal/Sandra dos Santos
O litoral paranaense tem 294 mil habitantes, mas de acordo com dados da Operação Verão de anos anteriores, cerca de 1,5 milhão de turistas visitam as praias do estado ao longo da alta temporada.
De acordo com os moradores, muitos visitantes relaxam com as medidas de prevenção, como uso de máscaras e distanciamento social, ao chegar nas cidades do litoral.
“Foi o que aconteceu nos feriados de outubro e novembro. As pessoas estavam totalmente relaxadas. Elas querem andar sem máscara e fazer tudo que não fazem nas suas cidades”, afirmou o bombeiro aposentado Rodolfo Souza.
Em novembro, as sete cidades da região viram um aumento de 45% no número total de casos confirmados em relação a outubro, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), e apenas na primeira semana de dezembro foram divulgados 599 novos casos.
“O turismo é importante para as cidades, mas é preciso ter melhores atitudes. Não adianta a gente se cuidar se vai triplicar o número de pessoas na região por um mês e muitas delas não vão respeitar estas medidas”, afirma Mirele Cotta, gerente de uma pousada em Matinhos.
As estatísticas da Sesa mostram que são 3.643 pessoas infectadas pelo coronavírus a cada 100 mil habitantes, um número 25% superior à média estadual.
No índice de mortalidade, a região só fica atrás de de Curitiba e região metropolitana.
São 74,5 mortes por Covid-19 a cada 100 mil habitantes, índice 24% acima da média estadual.
Leitos de UTI
Uma das maiores preocupações dos moradores do litoral é a estrutura de saúde da região.
Há apenas um hospital com leitos de UTI do SUS para pacientes com Covid-19 ou suspeita da doença.
Desde 12 de novembro, pelo menos 16 das 20 vagas do Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, estão diariamente ocupadas por pacientes com sintomas de infecção respiratória.
De acordo com o prefeito de Guaratuba, Roberto Justus, houve casos de pacientes da cidade chegaram a ser internados em na UTI de Ponta Grossa, a 250 km de distância do litoral, porque não havia vaga na região.
“Não temos leitos de UTI nem para o morador, então não haverá leitos para quem quiser vir para o litoral”, afirmou.
Restrições
Para tentar limitar a presença de turistas na região e a aglomeração de pessoas nas praias, a Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa) afirmou, na quarta-feira (9), que não haverá festas de Ano Novo nos município da região.
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Soldado Amanda Morais
Mesmo assim, a expectativa dos moradores é de cidades cheias ao longo do verão todo.
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Segundo o aposentado Fernando Cantarelli, de 70 anos, morador do Balneário de Santa Terezinha, em Pontal do Paraná, o movimento de turistas na região antes da temporada está até maior se comparado a outros anos.
“Curitiba passou a fechar supermercados e restaurantes aos domingos, então as pessoas vêm pra praia, onde está tudo aberto”, afirmou.
Por enquanto, além do toque de recolher estadual das 23h às 5h e a proibição de aglomerações, as restrições impostas ao litoral limitam o número máximo de pessoas por mesas em restaurantes e determinam ocupação máxima de 30% nos supermercados.
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“Decretos passam a ter menos importância do que a atitude de cada um de nós. O cidadão precisa compreender que ele é o protagonista dessa história, pois não adianta o prefeito fechar, a coisa tem que vir do próprio cidadão”, afirmou Justus.
Comércio
Os prefeitos do litoral não pensam em fechar o comércio durante a temporada. ” O comércio tem se comportado bem, cumprindo tudo”, afirmou o prefeito de Matinhos, Rui Hauer.
Apesar do receio com o vírus, setor de serviços vê nos meses de verão uma possibilidade de abater parte dos prejuízos acumulados ao longo dos primeiros meses da pandemia.
“Foram meses difíceis, e a economia local é muito dependente desta época do ano. Quem sabe, com sorte, vamos conseguir cobrir os gastos”, afirmou o presidente da Associação Comercial de Matinhos (Acima), Adriano Menine
De acordo com a Acima, de 10% a 15% dos estabelecimentos comerciais da cidade fecharam durante a pandemia.
“Muitos foram para a informalidade, o que dificulta a fiscalização do poder público se eles estão ou não cumprindo as regras de prevenção da pandemia”, afirmou.
VÍDEOS: Pandemia do novo coronavírus no Paraná
Veja mais notícias da região em G1 Paraná.

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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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