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Sanepar suspende venda de água por meio de caminhões-pipa para casas e condomínios, em Curitiba e região metropolitana

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Medida é em função do crescimento excessivo da procura pelo serviço, que se tornou uma maneira de escapar do rodízio no abastecimento. Desde janeiro, a Sanepar informa que houve um aumento de mais de 600% na procura. Sanepar suspende venda de caminhões pipa
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) suspendeu a venda de água por meio de caminhões-pipa para condomínios e casas em Curitiba e região metropolitana.
Conforme a companhia, a medida é em função do crescimento excessivo da procura pelo serviço, que se tornou uma maneira, muitas vezes, de escapar do rodízio no abastecimento de água.
Desde maio, o Paraná está em situação de emergência hídrica por causa da severa estiagem que vem enfrentando. Por causa dos baixos volumes dos reservatórios de água, a Sanepar precisou endurecer o rodízio no abastecimento em agosto.
A região é dividida em três áreas que enfrentam ciclos de fornecimento de água de 36 horas intercalados com outras 36 horas sem abastecimento (24 horas sem água e outras 12 horas de restabelecimento do sistema).
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“O uso de água de caminhão-pipa era uma forma de driblar o rodízio, e o que nós entendemos é que o rodízio é homogêneo, e tentamos que ele seja socialmente justo. Ou seja, todas as regiões de Curitiba estão sujeitas a um rodízio igual as outras”, explica o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Júlio Gonchorosky.
A companhia informou que nas cidades que fazem parte do rodízio, os caminhões-pipa só serão liberados para serem carregados nas estações da Sanepar se forem destinados ao atendimento de hospitais, postos de saúde e outros serviços considerados essenciais, como escolas, asilos e indústria.
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Aumento nas solicitações
Desde o início deste ano, a Sanepar informa que houve um aumento de mais de 600% na procura por esse serviço.
Em janeiro, eram 153 cargas, mas o número foi crescendo e se intensificou a partir de maio com o agravamento da crise hídrica. O pico chegou em setembro, com 1.019 solicitações. Veja no gráfico abaixo.
Desde janeiro, a Sanepar informa que houve um aumento de mais de 600% na procura
Reprodução/RPC
Juliano Rabelo é síndico profissional e administra 78 condomínios. Para evitar o desabastecimento total durante a interrupção no fornecimento de água, muitos prédios passaram a recorrer aos caminhões-pipa.
“Nós começamos pagando R$ 350 por cada caminhão-pipa e no final a gente teve que adquirir por R$ 900”, disse ele.
Sanepar suspende venda de água por meio de caminhões-pipa
Reprodução/RPC
Preocupação
Apesar da suspensão da venda de água em caminhão-pipa por parte da Sanepar, a venda continua em empresas particulares, mas é importante ficar atento a qualidade da água.
“A nossa preocupação e o que nós alertamos é que muitos estão comprando caminhões-pipa supostamente abastecidos de poços, mas não sabemos da qualidade dessa água, que pode ser boa ou não. O síndico de um condomínio tem que ter muito cuidado porque ele pode estar misturando uma água que nós certificamos com uma água de origem duvidosa”, comentou Gonchorosky.
Além disso, a Sanepar pede para que a população economize e use a água apenas para atividades essenciais – como alimentação, higiene pessoal e limpeza básica interna na casa.
As chuvas do final de novembro e início de dezembro trouxeram um alívio para o abastecimento, mas ainda não foram suficientes para interromper o rodízio, segundo a companhia.
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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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