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Marrocos normaliza relações com Israel, e Trump aceita soberania sobre o Saara

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (10) que o Marrocos vai estabelecer relações diplomáticas com Israel e que Washington aceitará a soberania de Rabat sobre a região do Saara Ocidental.

“Hoje houve outro avanço HISTÓRICO! Nossos dois grandes amigos Israel e o reino de Marrocos concordaram em ter relações diplomáticas plenas, uma conquista maior para a paz no Oriente Médio!”, comemorou o presidente no Twitter.

 

O Marrocos confirmou nesta quinta-feira que “retomará suas relações diplomáticas” com Israel “o mais rápido possível” e descreveu como “uma tomada de posição histórica” a decisão de Washington de reconhecer a soberania marroquina sobre o disputado território do Saara Ocidental.

Em uma entrevista por telefone com o presidente americano, Donald Trump, o rei marroquino, Mohammed VI, destacou que seu país “retomará os contatos oficiais (…) e as relações diplomáticas o mais rápido possível” com o Estado hebreu, de acordo com um comunicado de imprensa do Palácio real. 

Marrocos e Israel estabeleceram escritórios de representação em Rabat e Tel Aviv nos anos 1990, mas foram fechados na década de 2000.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, celebrou hoje o acordo e evocou a retomada gradual de “voos diretos” entre os dois países. Em um pronunciamento transmitido pela televisão, Netanyahu também agradeceu ao rei do Marrocos pela “calorosa relação” entre ambos os países.

– “Pecado político” –
Já o movimento islâmico palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza, chamou hoje o acordo de normalização das relações de um “pecado político”.

“É um pecado político que não serve à causa palestina e encoraja a ocupação (nome dado pelas autoridades palestinas a Israel) a continuar negando os direitos de nosso povo”, disse o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, à AFP.

Bahrein e Emirados Árabes Unidos já concordaram, nos últimos meses, em normalizar suas relações com Israel, em acordos impulsionados e mediados por Jared Kushner, genro e assessor de Donald Trump.

O Sudão também concordou em estabelecer as relações e, segundo Kushner, o reconhecimento e a normalização dos vínculos entre Arábia Saudita e Israel é “inevitável”.

“A aproximação e a completa normalização das relações entre Israel e Arábia Saudita é agora algo inevitável, mas o prazo (…) ainda é algo que deve ser instrumentado”, disse Kushner aos jornalistas.

O assunto da normalização entre Rabat e Israel foi retomado em fevereiro durante uma visita oficial ao Marrocos do chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo.

Naquele momento, a imprensa israelense disse que Rabat estaria disposto a fazer um gesto em troca do apoio americano à sua postura sobre o Saara Ocidental, a ex-colônia espanhola disputada por marroquinos e separatistas da Frente Polisário, apoiados pela Argélia.

Trump – que deixará a Casa Branca em 20 de janeiro para que o democrata Joe Biden tome posse – também disse que assinou o reconhecimento da soberania do Marrocos sobre o Saara Ocidental.

“A proposta séria, confiável e realista do Marrocos para a autonomia é a única base para uma solução justa e duradoura que garanta a paz e a prosperidade!”, disse.

“Marrocos reconheceu os Estados Unidos em 1777. Portanto, é adequado que reconheçamos sua soberania sobre o Saara Ocidental”, acrescentou.

– “Posição inalterada” –
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que sua posição “não mudou” na disputada região do Saara Ocidental depois que os EUA reconheceram a soberania do Marrocos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, acredita que “a solução para a questão ainda pode ser encontrada com base nas resoluções do Conselho de Segurança”, disse seu porta-voz, descrevendo a posição da ONU como “inalterada”.

A ONU envia uma missão de paz denominada MINURSO à região para monitorar um cessar-fogo e supostamente organizar um referendo sobre o status do território.

 

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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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