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Trump assina decreto para ‘priorizar’ vacinas; Biden pede ação ao Congresso

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O presidente americano, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (8) um decreto “priorizar” o fornecimento de vacinas contra a covid-19 aos americanos, enquanto o presidente eleito, Joe Biden, pediu ao Congresso que chegue rapidamente a um acordo financeiro para evitar atrasos na vacinação.

Durante uma “cúpula da vacina” na Casa Branca, Trump disse que estava assinando um decreto “para garantir que os cidadãos americanos tenham a prioridade para receber vacinas americanas”.

O texto, que o presidente republicano carimbou em frente às câmeras, não fo tornado público imediatamente.

Mais cedo, um alto funcionário americano o descreveu como uma “reafirmação do compromisso do presidente com o conceito de ‘Estados Unidos em primeiro'”.

Não está claro como este decreto seria aplicado, visto que os fabricantes de vacinas já assinaram acordos com outros países. Mas a medida sugere que os Estados Unidos estão preocupados com uma possível escassez quando prevem imunizar dezenas de milhões de pessoas nos próximos meses.

Há mais de 330 milhões de americanos e o governo diz que pode cumprir sua meta de fornecer uma vacina para todos até abril.

A parceria entre as empresas Pfizer/BioNTech, cuja vacina pode ser licenciada pela agência de medicamentos FDA nos próximos dias, só tem contrato com os Estados Unidos para 100 milhões de doses.

A Moderna, cuja vacina pode ser aprovada até o final da próxima semana, também se comprometeu a entregar 100 milhões de doses nos Estados Unidos.

Cada contrato inclui opções para doses adicionais, mas o tempo para ativar essas cláusulas pode atrasar a entrega em vários meses.

Os dois fabricantes possuem fábricas nos Estados Unidos e na Europa e existem leis que, em tese, permitiriam ao governo dos Estados Unidos ser o primeiro na produção que é gerada, como a Lei de Produção de Defesa.

“Se necessário, invocaremos a Lei de Produção de Defesa. Não acreditamos que seja necessário”, disse Trump.

Duas outras vacinas altamente avançadas em ensaios clínicos poderiam ser licenciadas no início do ano e garantir o abastecimento em território americano: a vacina de duas doses da AstraZeneca/Oxford (da qual Washington encomendou 500 milhões de doses), e a vacina de dose única da americana Johnson & Johnson, da qual os Estados Unidos esperam 100 milhões de doses.

Em meio à alta de casos de coronavírus no país, os estados americanos vêm recolocando em práticas diferentes níveis de medidas de contenção. As vacinas são vistas com esperança no país mais atingido do mundo em número de mortes pelo vírus: cerca de 284.000 desde o primeiro falecimento por covid-19, registrado em fevereiro.

– Os três eixos de Biden –

Biden, que sucederá Trump no cargo em 20 de janeiro, alertou que, se o Congresso não chegar rapidamente a um acordo financeiro para combater a pandemia, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus pode perder força ou até mesmo ser paralisada.

“Sem uma ação urgente do Congresso neste mês, há uma possibilidade real de que, após uma campanha inicial de vacinação, esses esforços diminuam e sejam interrompidos”, disse o democrata a repórteres de seu reduto em Wilmington, Delaware.

Apresentando seu futuro secretário de Saúde, o hispânico Xavier Becerra, e a equipe que será responsável pelo combate à covid-19, Biden prometeu seguir três eixos principais para enfrentar a pandemia ao chegar à Casa Branca.

Nos primeiros 100 dias do novo governo, Biden afirmou que exigirá o uso de máscaras faciais em locais onde tem autoridade – prédios federais, trens, aviões e ônibus que fornecem transporte interestadual – enquanto pressionará governadores e prefeitos a fazer o mesmo.

Disse ainda que prevê a inoculação de 100 milhões de doses, prometendo “a campanha de vacinação mais eficaz da história dos Estados Unidos”.

A terceira meta de Biden em seus primeiros 100 dias na Presidência será levar as crianças de volta à escola, algo que ele considera uma “prioridade nacional”. Também neste caso, a ajuda financeira do Congresso será crucial.

Essas metas foram definidas em consulta com o epidemiologista mais respeitado do país, Dr. Anthony Fauci, que será seu principal assessor na crise de saúde e participou do anúncio por videoconferência.

Após meses de negociações, republicanos e democratas ainda precisam chegar a um acordo sobre um novo plano abrangente para lidar com a pandemia. Os líderes do Congresso esperam votar as novas medidas até o final da próxima semana.

Se confirmado pelo Senado, Becerra, 62 anos, atual procurador-geral da Califórnia, se tornará a primeira pessoa de origem latina a chefiar o Departamento de Saúde.

Como congressista de 1993 a 2017, este advogado, filho de imigrantes de origem mexicana, defendeu vigorosamente a reforma da saúde do governo Barack Obama (“Obamacare”), e liderou sua defesa na Suprema Corte no mês passado.

ico/la/ad/lda/jc/mvv/am/mvv

© Agence France-Presse

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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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