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China retira ‘Monster Hunter’ dos cinemas após acusação de racismo

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A China retirou o sucesso internacional “Monster Hunter” de seus cinemas logo após o lançamento devido a uma polêmica sobre um curto diálogo que foi qualificado como racista. O filme de ação, rodado em inglês e estrelado pela atriz americana Milla Jovovich, é a adaptação de um popular jogo eletrônico. O longa foi lançado na sexta-feira na China, mas não demorou muito para gerar polêmica. 

Em uma das cenas, um personagem interpretado pelo ator e rapper sino-americano Jin Au-Yeung (MC Jin) diz a um de seus colegas: “Olhe para os meus joelhos!”. Seu interlocutor responde: “Que tipo de joelhos são esses?”, ao que Jin Au-Yeung responde: “Chi-neses”, fazendo um jogo de palavras entre “chinês” (“chinese” em inglês, pronuncia-se / chainiis /) e “joelhos” (“knees” em inglês, pronuncia-se / niis /). 

Este diálogo, não traduzido literalmente nas legendas, atraiu críticas de internautas chineses, muitos dos quais o consideraram racista e pediram um boicote ao filme. A agência chinesa que administra os cinemas não anunciou a retirada formal do filme, mas ele desapareceu das plataformas de compra antecipada de ingressos após a polêmica. 

De acordo com o site americano Deadline.com, a empresa alemã Constantin Film, co-produtora do filme em parceria com a gigante chinesa da internet Tencent, publicou um pedido de desculpas no domingo. 

“Não houve a intenção de discriminar, insultar ou ofender de forma alguma qualquer pessoa de origem chinesa”, afirmou a empresa pelo site. 

Multidões de usuários da rede social Weibo (o equivalente ao Twitter na China) alegaram ter se ofendido com a associação entre um “chinês” e alguém forçado a “ajoelhar-se”. “Este diálogo pode não dizer nada aos ocidentais, mas no contexto chinês, a palavra ‘joelho’ realmente tem uma conotação de humilhação”, explicou um internauta. 

Na China, não existe um sistema de classificação de filmes com base na idade e os trechos considerados politicamente sensíveis, violentos ou sexuais são censurados. Por exemplo, em 2019, várias cenas do filme “Bohemian Rhapsody” que aborda a homossexualidade do vocalista do Queen, Freddy Mercury, foram cortadas na versão chinesa.

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Redação A Voz do Povo Do Oeste

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